Publicado por: rizuto | abril 15, 2008

Curiosidade linguística

Estava eu dia desses conversando com uma galera tomando uma cervejinha quando surgiu um fato curioso. Fiquei sabendo por um dos especialistas de bar, aquelas pessoas que de tudo sabem um pouco e de um pouco sabem um tudo quando estão tomando uma, que se a “mãe” bambu morrer o “filho” bambu também morre mesmo que ele esteja do outro lado do mundo. Fiquei cismado com isso, se for verdade, como isso é possível? mesma logística do bluetooth? se bem que isso é outra coisa que nunca entendi. 

Ma isso só foi pra introduzir outro pensamento, ontem no Carrefour, que pra mim é o maior laboratório pra analisar o comportamento humano, tive um insight que não sei como ninguém pensou nisso antes, uma coisa que se parassem pra analisar seriamente poderiam resolver um dos grandes problemas da humanidade que é a comunicação.

Percebi que os bebês e os gays tem a mesma linguagem não importam de que buraco do mundo eles venham. Claro que não me refiro a uma conversa entre bebês e gays, digo os bebês entre si e os gays entre si. Ontem eu comprovei isso, percebi que os bebês tem a mesma “fala”, os mesmos maneirísmos, os mesmos grunidos, podem ser chineses, árabes, europeus, não importa. Assim como os gays tem o mesmo jeitinho, a mesma quebrada, fala arrastada, fazem bico e dão muchocho, pode ser o gay superdescolado de Londres como a bichinha do interior do Vietnã que trabalha numa plantação de arroz. 

O que liga isso tudo? como isso é possível? será a mesma lógica do bambu? Taí uma sugestão pra os sociólogos do Brasil, um estudo de caso que pode revolucionar a comunicação mundial, de repente pode rolar até um prêmio Nobel. Garanto que é bem mais produtivo do que ficar fazendo greve nas Universidades ou reclamando do capitalismo.

 

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Publicado por: rizuto | abril 9, 2008

Novo template

 Você não digitou errado não é o meu blog mesmo só mudei o template porque tava meio de saco cheio do outro, as presepadas são as mesmas. Frescura de designer.

Publicado por: rizuto | abril 8, 2008

Beirute com Tang

Essa estória começou há alguns meses atrás, logo após dividirem os clientes da agência em times. Tang foi um deles, e o primeiro briefing foi fazer um filme. Sensacional, pensei, mas aí vieram os “detalhes”: tinha que ser um filme tático de 20″, veiculado só na Arábia Saudita, e por isso com mais guidelines do que um mapa de metrô. Pensei de novo, que merda. Ia ser mais um job pra HCSF, sigla que inventei para Hard Core Saudi Family porque engloba todas essas guides, não mostrar pele, usar véu, não ser muito “ousado”… Mas vamos lá, ossos do ofício.

 

Briefing 

Tivemos que escutar 4 horas de brand induction, traduzindo, blá blá blá, pra depois chegar no briefing propriamente dito: criar um filme tático de 20″ introduzindo o novo sabor tropical composto por banana, abacaxi, manga, kiwi e morango. Eu ainda disse para o atendimento, “morango não é tropical, vai por mim” mas ele disse “pesquisas comprovaram que os sauditas associam o morango ao tropical feeling”, ou seja, fica na tua Rafael.

 

Criação

Depois de fazermos mais de 50 roteiros, e tendo que escutar que estava “criativo demais” para o mercado saudita e coisas do tipo: “Estamos dialogando com a classe C da Arábia Saudita, temos que ser mais literais e passar a mensagem de uma maneira fácil e mais simples possível”, aprovamos um roteiro.

O budget do cliente era muito pequeno por isso cotaram na Malásia, Tailândia e Líbano. Por incrível que pareça, é mais barato filmar nesses países, Dubai é caríssimo.

Fechamos com a produtora no Líbano por seus méritos ($)

 

A viagem

O Líbano está numa situação um pouco instável, o presidente foi assassinado num carro bomba há uns anos atrás e ainda está a maior confusão pra saber quem vai assumir o lugar dele, ou seja, o bicho tá pegando por lá. A minha dupla não pôde ir por conta do casamento da irmã (redator sempre arruma um jeito de se safar do perrengue) e ainda pra piorar, o diretor de criação cruel, como todo ele tem que ser, disse que soube que os governos da Arábia Saudita e do Kuwait estavam mandando mensagens pra seus cidadãos que moram em Beirute aconselhando que se retirassem, porque a situação tava ficando preta…

No final fomos eu, o atendimento afetado e o produtor da agência, um libanês que cresceu no Canadá que até hoje solta piadinhas em espanhol, por mais que eu tenha dito que brasileiros falam português.

 

Beirute

Pra quem não sabe ou é muito tosco, Beirute é a capital do Líbano. É uma cidade muito bonita e cheia de vida, apesar de muitos prédios demolidos ou com marcas de bala devido aos ataques de Israel. O exército está nas ruas, a cidade está em estado de alerta sempre, mas nem por isso as pessoas deixam de viver suas vidas.

Logo quando desembarquei um soldado meio que não foi com a minha cara, olhou pra mim e pra foto do passaporte umas 15 vezes, teve uma hora que eu disse: “Sou eu, eu juro”, ele não gostou do tom irônico e disse que não perguntou nada e mandou que eu passasse  resmungando.

Quando saímos do aeroporto um taxista estava esperando a gente, um dos sujeitos mais loucos que já vi na vida num táxi muito velho, uma BMW anos 50 eu acho, caindo aos pedaços. Ele foi meio que uma espécie de guia 4 rodas pra gente, aprendi um monte de coisa no tempão que passamos parados no trânsito caótico de lá. Ninguém usa cinto de segurança e tem poucos sinais de trânsito, mas mesmo que tivessem muitos não faria a menor diferença porque eles simplesmente ignoram. Levei uma reclamação dele quando fui colocar o cinto, ele disse que não precisava porque o Líbano era “Livre”.

Outra coisa, todo mundo fuma, e todos se confraternizam em torno desse vício, dividem, oferecem, batem papo, brigam… tudo em meio à baforadas, até propaganda de cigarro é liberada por lá. Me senti um alienígena só porque não fumo.

Fato curioso, o taxista disse que toda placa amarela com os letreiros pretos de qualquer comércio, pode ser farmácia, padaria, oficina, o que for, pertence ao hezbolah, foi nessa hora que o cano de escape de um carro do lado explodiu fazendo o maior barulho de explosão. Meu coração veio na boca, só pode ter sido alguma brincadeira de mau gosto. 

 

O dia da filmagem

O que era pra ser uma coisa simples durou 22 dolorosas horas…

Primeiro, quando chegamos ao set me deparei com o que viria a ser a inocente mamãe saudita com seus vinte e poucos anos exalando a pureza que tínhamos aprovado nas fotos. Na realidade ela estava completamente diferente, mais parecida com uma “dançarina” do Gugu. Foram 3 horas pra tentar colocar um pouco de pureza através das feiticeiras da maquiagem.

Outro problema que tivemos foi com a garotinha. Aprovamos duas, uma pra atuar e outra pra ficar de backup, no dia da filmagem caiu o dente da principal. Isso, ela inventou de ficar banguela no começo das filmagens. A produtora com aquele espírito de fazer gambiarra inventou de colar de volta, literalmente.  Isso foi ruim porque inibiu a menina de atuar direito, a deixou insegura e o filme dependia 80% dela. Tivemos que inventar uma disputa entre ela e a reserva, porque se sentindo ameaçada, ela poderia atuar melhor. Funcionou, acho que elas vão precisar de analista no futuro e a gente prestar conta com Deus por mais essa. 

 

No fim deu tudo certo, o filme não é nenhuma maravilha, mas valeu como experiência. Na realidade você tem que se orgulhar de comer o filé, mas tem que ter humor pra roer o osso. Com Tang.

 

O filme ainda está em fase de pós-produção, quando tiver pronto eu coloco aqui.

Publicado por: rizuto | abril 2, 2008

Frase do dia

Não tem nada mais patético do que a cara de cu de um indiano depois de fazer merda no trânsito.

Publicado por: rizuto | fevereiro 24, 2008

Criatividade maometana

A cada dia que passa eu viro mais fã desses Sheikhs loucos. No começo eu pensava que eram um bando de lunáticos sem saber o que fazer com tanto dinheiro. Continuo achando a mesma coisa, mas com uma certa admiração. O caras são muito criativos e isso a gente não pode negar, são geniais quando o assunto é gastar dinheiro nas formas mais bizarras possíveis. Vou começar a catalogar essas estórias e vou contando assim que souber. Juro, é tudo verdade. 

 

 

Meu peixinho colorido

 

Um dos diretores de criação lá da agência é um egípcio completamente alucinado, tenho certeza que ele é louco e não tenho a menor dúvida que se ele voltar pra o Egito vai ter algum hospício procurando por ele, mas esse causo aconteceu com o irmão dele. O cara pelo vísto é o irmão são, consultor de um dos bancos mais importantes da Arabia Saudita e consequentemente de alguns Sheikhs.

 

2 horas da manhã o telefone toca.

 

– Alô, aqui quem fala é o Sheikh Mohamed, estou com um problema e quero que você me ajude a resolver agora, não quero dormir com isso.

 

(o cara puto da vida, se perguntando o que esse infeliz que veste camisola durante o dia com um lenço que parece toalha de piquenique na cabeça ta ligando aquela hora.) 

 

– Pois não seu Sheikh, é uma honra servi-lo a qualquer hora, por favor diga-me o seu problema que eu removerei montanhas pra resolve-lo como fez o profeta nos tempos passados.

 

(Esse Sheikh tem um aquário gigantesco em uma das salas do palácio dele)

 

– O meu peixinho colorido não quer se mexer, já tentei de tudo mas ele não se mexe. Sei que ele não está morto mas quando comprei esse peixinho imaginei que ele ficaria nadando alegre dentro do aquário, o que eu faço?

 

– Bem senhor… eu gostaria muito de ajuda-lo mas não sou a pessoa mais certa, sou seu consultor financeiro, não seria mais apropriado o senhor procurar uma ajuda profíssional? se o senhor quizer eu ajudo a procurar.

 

– Vou ver o que eu faço, boa noite.

 

Uma semana depois quando ele foi fazer a visita rotineira no palácio, depois de resolver os assuntos burocráticos ele resolveu quebrar o gelo e trazer a conversa do peixinho de volta.

 

– Com relação aquele problema que o senhor me contou outro dia, do peixinho colorido, conseguiu resolver?

 

– Ahh, consegui sim, ficou uma maravilha.

 

– Que bom saber, o senhor procurou uma ajuda profissional?

 

– Não não, perguntei a um amigo meu (outro Sheikh), ele me aconselhou a colocar tubarões no aquário, ele tem um cheio deles, nunca mais o peixinho ficou parado. O incoviniente é que quase sempre temos que repor o peixinho.

 

– ?!?!

 

– Quer ver?

 

 

Sheikh com Toque

 

Essa é curtinha, também  de outro Sheikh lá da Arabia Saudita. Ele tem uma mania que muitas pessoas tem, só que ele elevou a níveis absurdos. Detesta aquelas divisões do piso tipo quando um cerâmica encontra a outra. Eu confesso que tenho um pouco isso, as vezes me pego evitando essas divisões nas calçadas, normal, mas esse Sheikh simplismente radicalizou, ele estava construindo um palácio novo e pra o salão principal de quase 500 metros de diâmetro mandou trazer da África uma peça inteira de mármore equilibrada entre dois navios de carga viajando a 10 km por hora. Dá pra acreditar?

 

 

Resposta genial

 

Um curioso inventou de perguntar a um Sheikh o quanto ele era rico. A resposta é de dar inveja a roteiro de qualquer redator:

 

– O quanto eu sou rico…? bem, se eu pegar todo o meu dinheiro de todas as contas, de todos os paises, vender todos os meus imóveis, minhas empresas, meus carros, meus ativos, e pilhasse todo esse dinheiro e subisse no topo, eu veria a Suiça daqui da Arabia saudita. Duvidam?. 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: rizuto | novembro 26, 2007

27

Vou aproveitar esse espaço hoje pra refletir um pouco meus jovens. Meus jovens porque estou ficando mais velho, amanhã fazem 27 anos que Deus em comum acordo com meus pais me puseram no mundo. Pela primeira vez vou comemorar essa data longe de todos que são a referência do que eu sou, meu espelho. Digo isso porque essas pessoas, minha familia, meus amigos de infância, meus amigos do meio do caminho, meus professores do colégio e da vida, minhas paixões platônicas e declaradas, poderia ficar listando os personagens por dias seguidos, são parte do que eu sou.
Desde pequeno eu tenho uma inquietação, uma curiosidade incurável, que aqueles que me conhecem sabem disso. Sempre pensei que o mundo não podia ser só o que estava a minha volta, lembro que nas aulas de história (minha matéria preferiada até hoje) eu realmente viajava sem exageros, chegava a ouvir, cheirar, ver, tocar e sentir os lugares.
A minha vida foi seguindo mas sempre tive isso comigo e a pergunta que mais martelava minha cabeça era se a rotina iria definitivamente me engolir, mas ao mesmo tempo eu tinha a resposta como se já tivesse lido o script da minha vida, e essa resposta era NÃO, uma certeza inexplicável.
Nunca procurei nem fui atrás, essa resposta simplismente bateu na minha porta e entrou porque estava sempre aberta.
Cai no mundo.
Estou longe mas estou com todos que eu amo porque é impossível me desfazer de mim.

Publicado por: rizuto | novembro 16, 2007

A volta do filho pródigo

Oi pessoal, tô aqui denovo nessa bagaça, vou colocar ordem na casa agora e tentar manter uma frequência nos posts. Finalmente arrumei um teto pra morar, e com internet. No meio dessa agonia toda, arrumar apt, comprar mobília, colocar internet, comprar água (isso é foda, imaginem acordar de noite e não ter uma gota de água pra beber), essas horas como fazem falta uma mulher (em outras também claro, mas não vou descrever porque minha mãe lê esse blog). Eu devo ter uma especie de problema, quando chego em um supermercado, um carrefour por exemplo que deve ter mais de 12 mil ítens, eu só consigo pensar em leite, pão, queijo, presunto, ketshup, pizza e papel higiênico. 

Enfim, estou enrolando porque parei na frente do computador agora e simplismente não sei o que escrever. Tanta coisa acontecendo, tantos absurdos e curiosidades que acho que a segunda frase que mais se repete na minha cabeça é “isso merece um post no blog!” pra os curiososos a primeira é “caralho!”  (desculpe mainha). Então, pra essa nova fase aqui no blog, vou deixar vocês com uma foto que eu tirei hoje na praia.

 

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Publicado por: rizuto | outubro 23, 2007

Satisfação

Oi pessoal, o blog não ta entregue as baratas como parece, estou sempre vendo e acompanhando os comments, mas tô na correria ainda e sem teto. Logo de cara peguei uma concorrencia gigante na agência, trabalhando até fim de semana, e nas poucas horas vagas correndo apt. Mas em breve, por bem ou por mau, vou ta atualizando com frequência (só tenho mais uma semana de hotel pago pela agência). Muito pra contar daqui, absurdos e estórias interessantes, estou me acostumando com as coisas mas vou tentar não perder a perplexidade. Só pra lembrar ou informar aos que não sabem, estou indo pra terrinha em dezembro, saio daqui dia 19 e chego ai dia 20 e volto dia 5 de janeiro, vou passar 15 dias só. Quero ver todo mundo, por isso tratem de se organizar e não viajar nesse período. Em breve venho com mais novidades. Salam.

Publicado por: rizuto | setembro 27, 2007

Salam, Bahrain

Bem galera, esse é um post de despedida, o último aqui no Bahrain. Estou indo pra Dubai no próximo domingo, nova experiência e mais um desafio. Poderia dizer isso de várias maneiras, se eu fosse um nerd diria que estou passando de estágio, se fosse um moderninho diria que é uma nova experiência, seu fosse um micreiro diria que é um upgrade, se eu fosse uma “modelo” diria que eu vou me “apresentar” no gugu. Acho que já deu pra passar a idéia. A agência que eu vou é a Ogilvy e estou voltando a trabalhar com propaganda deixando o design um pouco de lado, acho que tenho mais tesão nisso mesmo e podem me chamar de masoquista.
Recado pras duas pessoas que acompanham esse blog, incluindo toda a minha família: vou continuar escrevendo minhas presepadas de lá, o blog vai continuar a mesma merda, só muda um pouquinho o nome, vai ser Dubai louco, heim? isso de repente pode dar uma série, vai que um dia vou pra o Suriname, já pensou? Suriname louco heim? vou deixando vocês com a última imagem dessa “viagem muito doida” ,como diria um amigo nada careta, que foi o Bahrain.

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Publicado por: rizuto | setembro 21, 2007

Papo de Homem

Oi galera, a Revísta Papo de Homem, um blog que eu curto, publicou uma das minhas presepadas aqui.
Vale a pena dar uma conferida, o link é esse RPH
Quero deixar meu agradecimento ao Guilherme e a todos os comments da galera lá. Grande abraço.

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